domingo, 10 de outubro de 2010

DDD3: Poder e Amor e Martin Luther King Jr

Pessoal,

Estou lendo um livro, chamado "Poder e Amor" escrito por Adam Kahane. Kahane é um dos sócio-fundadores da Reos Partners e está trabalhando há 20 anos com problemas complexos e mudanças sociais profundas.

Isso pode soar etéreo para muitos, mas não é. Todos nós conhecemos dezenas, senão centenas de problemas complexos. Vou citar alguns exemplos práticos que foram trabalhados pelo Adam Kahane e pela Reos Partners:

 

Mudança Climática no Canadá
Sistema de Saúde nos EUA
Impunidade na Argentina
Má-nutrição infantil na Índia
Conflitos violentos na Colômbia
Divisões sociais na Austrália





Por serem complexos, são difíceis de abordar. Não preciso entrar a fundo nisso, porque vocês já sabem: estes problemas empacam. Não há respostas fáceis, fórmulas ou receitas que podemos seguir. Por outro lado, opiniões divergentes e interesses conflitantes aparecem aos montes, dando espaço a frustração e estagnação.

O livro do Adam Kahane trata das tentativas, de erros e de acertos na sua carreira de facilitador de mudanças sociais. Ele se baseia na pergunta, “Por que sempre empacamos nestes problemas?

Com esse questionamento na mente, convido vocês a assistirem o vídeo abaixo. É um trecho do discurso do Martin Luther King, aquele mesmo sobre o qual todos nós já ouvimos falar: “I have a dream”. Está legendado!



E ai? Viu? Escutou? Se você não arrepiou em algum momento do vídeo, talvez você não tenha coração. Recomendo terapia... Você percebe como ele aborda o problema complexo dos direitos civis e a igualdade dos cidadãos nos EUA?

Adam Kahane diz que temos muito a aprender com o Martin Luther King Jr. porque ele soube articular exatamente duas forças que muitos consideram contraditórias: o Poder e o Amor. Essas palavras, extremamente amplas e ambíguas, foram escolhidas intencionalmente por Kahane ao intitular sua obra. Ele quer expandir nosso horizonte dogmático. Vejam só:

O campo do poder, como muitos de nós estudamos, está associado com conceitos individualistas: “meu desenvolvimento, meu poder e minha autodeterminação”. Isto até é meio banal para os estudantes de Relações Internacionais. Os conflitos entre Estados se inserem no campo do poder: os subsídios agrícolas norte-americanos, os conflitos árabe-israelenses, a matriz energética poluente da China, o programa nuclear do Irã, etc. 

O campo do amor está relacionado a conceitos como: responsabilidade, sustentabilidade, ética, interconectividade, bem-estar mundial, humanidade. Todos nós já conhecemos este discurso. Muitos de nós nos defrontamos com estes conceitos diariamente. De cara, pensamos nas ONGs e nas Organizações Internacionais cobrando mudanças de governos e empresas.

Ambos facilmente se criticam, certo? Poder critica Amor por ser impraticável e irrealista. Amor critica Poder por ser irresponsável e opressivo. Muitas vezes, um olha para o outro e diz: não posso, não consigo, não quero negociar com você. A partir desse momento a estagnação é óbvia. Um nega o outro e empaca o sistema.

Mas, agora, vejam só o que faz de Martin Luther King um modelo a ser seguido:

Poder, quando entendido de maneira correta, é nada a não ser a habilidade de atingir objetivos. É a força que se requer para obter mudanças sociais, políticas e econômicas. (...) Precisamos nos conscientizar de que poder sem amor é imprudente e abusivo, e que amor, sem poder, é sentimental e anêmico. Poder, no seu melhor, é amor implementando as necessidades de justiça, e justiça, no seu melhor, é poder capaz de corrigir tudo que se contrapõe ao amor.

Gente, no verão de 1963, 250 mil pessoas se juntaram no Washington Memorial. 250 mil pessoas! E isso sem facebook para divulgar o evento. As palavras do Martin Luther King tocam pessoas e suas ações provocam mudanças. King não desperdiçou oportunidades de se aproximar do Nixon e depois do John Kennedy com o intuito de empoderar seu amor. Suas palavras pediam ação. Não é coincidência que um ano depois, o Ato de Direitos Civis foi assinado, criminalizando a discriminação e a segregação racial. Um ano depois!

Fica a Dica!

Obrigado, pessoal! 
Bom domingo a todos

O que vocês acharam? Longo demais? Etéreo? Vago? Acendeu uma luz? Inovou? Interessou?

domingo, 26 de setembro de 2010

DDD-2: Divulgação de Projeto: MONU-EM

E ai pessoal!

A partir de agora vou tentar escrever sobre a construção de um novo pensamento: novas idéias, livros, experiências, filmes e inspiração estão por vir.

Hoje, minha postagem pode ser um pouco enviesada, mas queria muito puxar o gancho da semana retrasada, quando abordei a Desconstrução do Velho Pensamento e falar um pouco daquilo que estou fazendo no meu tempo livre. 

Como alguns sabem, e outros, não... Interesso-me bastante por educação. Aliás, para mim, a educação parece ser a maior ferramenta de alavancagem de que qualquer sociedade dispõe. Atualmente, tenho pensado muito sobre um tipo específico de educação: a educação extra-escolar. Tenho me perguntado frequentemente: "O que as pessoas fazem no seu tempo livre?" E cheguei à conclusão que muitos têm, podem e até querem abrir tempo (nas CNTP) para aprender. 

Alguns usam o termo, "Educação Paralela", mas se a escola e a educação extra-escolar pudessem ser retratadas como retas (e não podem), ambas se encontrariam em muitos pontos. Tantos aliás, que um outro grupo de pessoas passou a chamar este tipo de educação de "Educação Transversal" (Só eu achei isso engraçado? Bom, já diziam, nossos mestres orientais: as contradições são complementares). Penso que cada um tem alguma coisa a oferecer, e para mim, o Projeto MONU-EM é um esforço nesta direção.  

O Projeto MONU-EM é composto por um grupo de estudantes da área de Relações Internacionais que oferece um curso de aproximadamente 15 aulas, abordando questões técnicas (Oratória, Pesquisa, Retórica) e teóricas (Teoria de Relações Internacionais, História, Geografia) para introduzir os alunos ao Cenário Internacional e prepará-los para um Modelo da ONU . Ao finalizar o curso, oferecemos uma simulação para que os estudantes possam colocar em prática um pouco daquilo que aprenderam. 

Coloquei um flyer abaixo para vocês terem uma idéia um pouco melhor. A imagem está pequena, mas dá pra ler!


Se vocês chegaram até aqui e gostaram (ou não) opinam porque ficarei feliz em ouvi-los. Acho legal adicionar que eu não criei este projeto, nem sou o único envolvido. Trabalhei neste ano na Escola Morumbi de Alphaville oferecendo este curso com três outros estudantes da PUC-SP e a professora de filosofia do Santo Américo, Hilda. Acreditei muito na proposta e estou torcendo para que vocês também acreditem.

Beijos e Abraços,

Frederik

domingo, 12 de setembro de 2010

DDD1: A Desconstrução do Velho Pensamento


Hoje, pensei em começar com a identificação do problema. Especialmente, delimitando as falhas da era moderna. Imagino que muitos dos meus amigos já estejam cansados de ouvir esse discurso, mas acho importante colocar aqui como ponto de partida para pensar nos assuntos que vou abordar nas próximas postagens.


Grande parte da produção do conhecimento moderno seguiu traços que explicitam um método cartesiano. Descartes, considerado, pai da ciência moderna desenvolveu um método de pensamento. Seu raciocínio se baseia na objetividade, linearidade e descontextualização. Para Descartes, quanto mais descontextualizado da realidade o cientista estivesse, menor seria a chance de haver imprecisões no seu trabalho. Esse pensamento fundamenta a divisão do conhecimento, criando assim, diferentes disciplinas de estudo. Teve muito sucesso e caracterizou os séculos XVI- XX. Fritjof Capra falou disso no seu livro, o Ponto de Mutação, que depois se transformou em filme, dirigido por seu irmão, Bernt Capra. Segue um trecho que ilustra exatamente aquilo que estamos falando:


O predomínio dessa disciplinaridade possibilitou um mundo com grandes conquistas tecnológicas e melhorou substancialmente a qualidade de vida humana com, por exemplo, avanços na área da saúde. Porém foi, também, esse mesmo modo de produzir conhecimento que criou uma dicotomia do homem e seu objeto. Dicotomia essa que leva a uma visão fragmentada da realidade. Os seguintes pontos encontrados na introdução do livro, Teoria U do Otto Scharmer destacam exatamente isso nos diversos âmbitos do mundo:
  • Na nossa economia global, que mantém 850 milhões de pessoas na condição de fome. Outras 3 bilhões vivem em estado de pobreza, com uma renda inferior a 2 dólares por dia. Os 80% mais pobres consomem apenas 15% do PIB mundial
  • Na agricultura e nos sistemas alimentares, com investimentos que fomentam a produção em massa e alimentos de baixo teor nutritivo que afetam nosso meio ambiente e já resultaram na degradação de 21% do solo superficial arável (equivalente à extensão da Índia)
  • Nos gastos no sistema de saúde, que atendem necessidades curativas, mas não apreendem a necessidade da prevenção, não resolvem a origem das doenças. Países com investimentos medicinais altos nem sempre mostram resultados proporcionalmente superiores
  • Nas condições de vida de 50% das crianças, que sofrem com pobreza, guerra, HIV/AIDS. 40.000 crianças morrem diariamente de doenças que poderiam ser prevenidas. Diariamente!
  • Nos sistemas educacionais, que ainda se assemelham ao modelo medieval de ensino, e que não desenvolvem no estudante a capacidade de sentir e moldar seu próprio futuro. A educação fortemente se baseia nos princípios cartesianos citados acima, numa disciplinaridade que descontextualiza o estudante de sua realidade e não o prepara para a vida além da academia

Esses são apenas alguns dos muitos e muitos exemplos. Mas tem outro clichê ainda. Aliás, talvez o maior de todos, e com muito sentido na minha opinião: a insustentabilidade do nosso modo de viver. Muitos de nós já fizemos o teste da Pegada Ecológica. Quem ainda não fez, aqui está a sua chance. Duvido que alguém só precise de um único mundo aqui. 7 bilhões de Freds precisariam de 2 mundos e meio! E você? Tenta aí e compartilhe! Apesar das inúmeras pesquisas científicas e dos desastres ambientais que vemos nas notícias, ainda estamos bastante conformados. 


A questão ambiental é justamente interessante porque sua solução só virá através de um novo pensamento. A atual lógica não oferece solução. A questão da sustentabilidade global envolve uma cooperação de países em busca de um ganho de todos. Nós, como indivíduos, ainda não sabemos aplicar essa palavra direito: cooperação. Imagine então, os Estados, que vivem nessa concorrência direta constantemente.

Precisamos inovar nas nossas soluções. Não seremos capazes de enfrentar estes novos problemas com um velho pensamento.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nova Idéia: Apresentando Dicas do Domingo!


Ok! Tive outra idéia! Uma dose de Parte 2, pressões saudáveis da Cidade Democrática e queridos amigos blogueiros me inspiraram Não sei se vai colar porque parece que sou mais volúvel que mulher de TPM. Mas é o seguinte. Tudo começou com uma grande insatisfação com minhas tardes de domingo. Sempre aquela mesma coisa: a nostalgia do fim de semana que não se acabou e a consciência de ter uma semana com muitas responsabilidades pela frente. E o que fazemos para aliviar nossa dor? Gastamos muito tempo com coisas inúteis. Minhas inutilidades se dividem em:
  1. Vídeos: milhares de vídeos inúteis no youtube (muitas vezes, de karma negativo, com pessoas caindo ou alguma piada de mal gosto), comecei a ver vários seriados meio inúteis na internet, e vi vários episódios dos Caçadores de Mitos e do Reino dos Suricatos DUBLADO! na UOL;
  2. Imagens: revisitar os álbuns de amigos antigos só para saber se estão com aquele cabelo ridículo do ensino médio ou para ver se engordaram - ou então como pessoas normais, olhar os álbuns dos meus amigos mais próximos e comentar, ficar vendo as imagens do dia da UOL, que até são legais de vez em quando...mas fala sério: cheguei a ver as 100 fotos do centenário do Corinthians!!! (acho que esse foi o fundo do poço). Ficar clicando naquelas 5 imagens da UOL que vão alternando (UOL é minha homepage);
  3. Artigos Inuteis: sim, mais uma vez: UOL, mas aqui se inserem aqueles milhares blogs como Kibe Loco, Sedentário e Hiperativo, FAIL blog, Não Salvo, Testosterona Blog (sim, ao escrever isso fatalmente me distraí..mas eu voltei!);
  4. Mídias sociais: já me desfiz do Orkut, mas o Facebook continua e é um multiplicador para todos os acima! Amigos postam de tudo e eu ficava perdido entre os links compartilhados.


Então pensei no que eu poderia fazer para reverter a situação:

Muito tempo fazendo coisas pouco importantes à Pouco tempo fazendo coisas muito importantes!!!

Para mim, o meu blog de atividades estava na topo do ranking então decidi reativá-lo, no mínimo semanalmente. Apresento a vocês: Dicas do Domingo. Acho que escolhi o termo mais pela boniteza do que pela coerência, mas basicamente vou tentar postar alguma coisa a cada domingo. Por cima disso, vou tentar postar algo interessante. Mas tem mais! Vou tentar postar algo breve, que possa ser feito em cinco minutos!

Aguardem ansiosamente!



sábado, 5 de junho de 2010

Omareamar

A partir de hoje aceito minha esquizofrenia. Sou dois, não um. Nasço de manhã e nasço à noite. Me mato para me alimentar de mim mesmo...À noite sou me chamam as palavras, às palavras que desconheço de dia.


Abaixo um pouco de Cohen e um pouco de Dejonghe... Enjoy the madness!

And Jesus was a sailor
When He walked upon the water
And he spent long time watching
From his lonely wooden tower
And when he knew for certain
Only drowning men could see him
He said “All men will be sailors then
Until the sea shall free them”
But he himself was broken
Long before the sky would open
Forsaken almost human
He sank beneath your wisdom like a stone

O mar é a mar. O mar é amar.
Mar de afogados, mar de afogandos, perdidos na imensidão da emoção. Emoção, não qualquer, emoção de homem por mulher. A divindade distante, de sua torre de madeira morta vê velejadores, pés no barco, barco no mar, boca faminta da imensidão. Condenados à dependência da emoção, maior que seus horizontes, presos pela única força capaz de libertá-los. Agora, quase humano, o abandonado, com suas palavras esquecidas, quem sabe, nem ouvidas afunda como pedra no oceano da sabedoria feminina.
Omareamar-Omareamar-Omareamar
Paradoxos

terça-feira, 27 de abril de 2010

Noam Chomsky e a Ameaça das Armas Nucleares

Nas Relações Internacionais, o desenvolvimento das armas nucleares é uma questão central. Até porque deram aos homens muito poder, o poder de acabar com a humanidade. Nesse vídeo, Noam Chomsky, uma figura bastante polêmica no campo das RI, discursa sobre, exatamente, esta questão.



Sobre Noam Chomsky: É conhecido por ter ideais anarquistas e liberais e é um dos mais ferrenhos críticos da política externa norte-americana. Na academia ele não é tão lido quanto nas horas vagas dos interessados, pois sua visão tende para um extremismo, com comparações, muitas vezes consideradas exageradas. Vou ilustrar essa idéia com um exemplo. Comprei um de seus livros, "Failed States", porque estava estudando o assunto de Estados falidos na África. Fiquei feliz por ter encontrado um livro justamente com esse título, então comprei sem  ler a introdução. Quando fui ler, percebi que ele até falava de alguns Estados africanos e asiáticos, mas só para argumentar que os Estados Unidos da América muito se assemelham a esses Estados. Não podemos negar que chamar o hegemon mundial de Estado falido é muita ousadia. Certo ou não, façam vocês, a decisão após a leitura do livro...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Pai e Thamiris Furlan e o Programa do CQC: o episódio da TV roubada

Boa Tarde a todos,

Desculpem a ausência. Geralmente tento postar duas vezes por semana, mas problemas pessoais me afastaram um pouco do meu blog. Agora estou de volta e postando...

Essa postagem daqui se refere a Rubens Furlan, prefeito de Barueri, e sua sobrinha, Thamiris e a polêmica causada pelo fantástico episódio do CQC da segunda-feira (22/03).

Iniciaram sua terceira temporada com o pé na porta com o quadro "Proteste já". Na reportagem, a equipe do CQC doa uma TV LCD à secretaria de educação de Barueri. Dentro da TV um rastreador e um alarme. A TV seria entregue a uma escola municipal, mas acabou parando na casa da diretora da escola. Hmmm...
Agora, tudo isso causou uma certa comoção porque a reportagem, pronta para ser exibida quando juíza Nilza Bueno da Silva concedeu a liminar proibindo a veiculação do vídeo, sob alegação que não teria tido direito de resposta. Veja o Marcelo Tas falando sobre isso no dia 15/03:



Essa censura prévia despertou comoção. Até por parte do "Boninho", diretor do BBB 10, da concorrente rede Globo, que falou "Vergonha Dra. Nilza Bueno que impediu a exibição do quadro no CQC, censura não, isso já passou!"

Bom, afinal o Rubens Furlan desistiu da ação e programa foi exibido no dia 22/03. Aqui estão as cinco partes   da reportagem pelo youtube:

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=HVgPnfQZmuw
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=pFd7FiUgoL8
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=TptvPvsY2Fs
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=3NmTaZmDhNM
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=puzFaU64J_I


 Eu, que morei em Alphaville por cinco anos, fiquei relativamente surpreso ao ver tudo isso, uma vez que o Rubens Furlan sempre teve um alto índice de popularidade. Além disso, a cidade de Barueri é uma cidade relativamente rica, sustentado por Alphaville, que possui uma certa fiscalização. Eu temo pelo que acontece nos outros municípios...

Se isso não bastasse, houve também um escândalinho na FAAP, onde a sobrinha do Rubens Furlan, filha do Celso Furlan, Thamiris Furlan ameaçou um colega de sala que a questionou quanto ao episódio mencionado anteriormente. Eu acho que as palavras dela falam por si.



Com esses dois episódios chego a uma conclusão bem satisfatória. Brasil precisa investir mais na educação. Precisa valorizar a educação dos estudantes, mas não pode se esquecer de educar os filhos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Krauthammer sobre o Brasil

Em outubro de 2009, numa entrevista feita pela Der Spiegel sobre o presidente Obama, Charles Krauthammer comentou algo sobre o Brasil... Vejam só:


Krauthammer: He is a man of perpetual promise. There used to be a cruel joke that said Brazil is the country of the future, and always will be; Obama is the Brazil of today's politicians. He has obviously achieved nothing. And in the American context, to be the hero of five Norwegian leftists, is not exactly politically positive.

Basicamente, Krauthammer fala que, na política, Obama é como o Brasil. Todos dizem que Brasil é a nação do futuro, mas isso não passaria de uma piada cruel, porque nosso país não teria mostrado algum real resultado para tanto otimismo.

Indignado com essa constatação, Joshua Keating (web-editor da Foreign Policy, acesse aqui seu blog)  postou um artigo no site da Foreign Policy pelo nome de "Why is Charles Krauthammer dissing Brazil?, defendendo nossa nação das palavras más do Krauthammer:

Brazil has "obviously achieved nothing"? The country has pulled off a veritable economic miracle in recent years, maintaining impressive growth rates and accumulating enough cash reserves to become a net creditor, all while expanding social programs. It's weathered the global economic downturn surprisingly well and along with East Asia, seems to be leading the pack in recovery. It's a global leader in investment in alternative energy. President Luiz Inacio Lula da Silva and his foreign minsiter Ceslo Amorim have become ubiquitous and influential participants at global summits -- and as my boss recently argued, have shown the Latin American left an alternative to Hugo Chavez's confrontational populism. Brazil recently beat the U.S. for the right to host the 2016 Olympics. (Krauthammer may remember that one.)

I'd say calling someone the "Brazil of politicians" should be a compliment.
Keating fala (1) de um milagre econômico nos anos recentes (?);  (2) do aumento nas reservas financeiras até chegar ao ponto de, hoje, financiar outros países; (3) da expansão de programas sociais; (4) da marolinha que foi a crise para o Brasil; (5) do Brasil, como líder global no investimento em energias alternativas, (5) da presença brasileira nas reuniões globais; (6) da política externa brasileira, como alternativa ao populismo de Chávez e (7) das Olimpíadas, que o Brasil vai sediar em 2016.
Ele termina falando que comparar um político ao Brasil, é elogio, e não o contrário.
Pessoalmente, achei um pouco exagerado, mas acho que, como a postagem anterior, nos dá um panorama superficial do que os outros países pensam sobre o Brasil. 

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um Pé para Dentro, Outro para Fora

Hoje, decidi que honraria mais meu curso, Relações Internacionais, inserindo a política internacional nos temas do meu blog. Numa espécie de exercício de auto-controle, vou cortar os outros temas, que eram cinema, música e filosofia. Não vou excluí-las completamente, mas simplesmente darei menos importância a estas.

Tendo dito isso, vou postar aqui um vídeo do Celso Amorim. Em sete minutos, ele dá um resumo da política externa do governo Lula:




O ministro dá ênfase "à integração com os vizinhos, a integração da América do Sul". Nesse âmbito, o ministro cita o "aprofundamento do Mercosul", a intensificação do comércio entre os países da América do Sul, a aproximação dos países do Caribe, a CALC (Cúpula da América Latina e do Caribe), a consolidação da UNASUL.

Em segundo lugar, Celso Amorim fala da aproximação com a África: Lula teria viajado a 20 países africanos e comércio com a África teria crescido substancialmente, tendo o continente com quarto parceiro comercial.

Em terceiro lugar, acho interessante ressaltar a criação do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), concebido como um "bloco" idealizado de forma "dentro para fora", mais do que de "fora para dentro" como foi o caso dos BRIC's.

Por último, Amorim fala da importância dada aos brasileiros no exterior, citando o aumento no numero de consulados, o melhor atendimento nestas e a extração de 3000 brasileiros na Guerra do Líbano (2006).

quinta-feira, 11 de março de 2010

O que Mantega diz sobre o PIB de 2009

Outra análise do PIB
Mantega diz que apesar da retração do PIB, o resultado do Brasil foi razoável. Isso porque o ano tem que ser divido em dois períodos. O primeiro semestre foi um de crise, o segundo, por outro lado apresentou recuperação e crescimento. O PIB foi puxado para cima pela indústria e os investimentos que cresceram respectivamente 4% e 6,6% no quarto trimestre de 2009 em relação ao terceiro. A Agropecuária e a área de serviços foram setores mais fracos, com, respectivamente, crescimento nulo e crescimento de 0,6%, além da balança comercial, que teve um aumento de três vezes mais nas importações do que nas exportações.

Fontes: